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	<title>Paris Na Linha &#187; Onde Comer</title>
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	<description>Tudo sobre a Cidade-Luz na visão de brasileiros</description>
	<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 10:59:01 +0000</pubDate>
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		<title>Le Brespail</title>
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		<pubDate>Tue, 20 May 2008 13:43:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Guia Prático]]></category>

		<category><![CDATA[Onde Comer]]></category>

		<category><![CDATA[$$]]></category>

		<category><![CDATA[bistrô]]></category>

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		<description><![CDATA[Comida típica do sudoeste da França ($$)
Escondido numa pequena passagem da rua Faubourg Saint-Antoine, esse pequeno bistrô é muito conhecido pelos moradores da região. Os pratos principais giram em torno de carnes (pato, principalmente) e batata, como é de costume na região do Ariège. Os vinhos, importados diretamente do sudoeste, são de excelente qualidade.
Passage Saint-Bernard
159 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comida típica do sudoeste da França ($$)</em></p>
<p>Escondido numa pequena passagem da rua Faubourg Saint-Antoine, esse pequeno bistrô é muito conhecido pelos moradores da região. Os pratos principais giram em torno de carnes (pato, principalmente) e batata, como é de costume na região do Ariège. Os vinhos, importados diretamente do sudoeste, são de excelente qualidade.</p>
<p><strong>Passage Saint-Bernard<br />
159 Rue du Faubourg Saint-Antoine - 11˚ arrondissement<br />
Telefone: 01 43 41 99 13 </strong></p>
<p style="text-align: right;"><a class="geo_mashup_link" href="http://www.parisnalinha.com/onde-sair-em-paris/?lat=48.850522&amp;lng=2.379551&amp;openPostId=151" ><img src="http://www.parisnalinha.com/wp-content/uploads/info.png" alt="Geotag Icon"/> Mostrar no mapa</a></p>
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		<title>Café Carioca</title>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 15:11:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Guia Prático]]></category>

		<category><![CDATA[Onde Comer]]></category>

		<category><![CDATA[$]]></category>

		<category><![CDATA[comida brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[Restaurante e bar brasileiro ($)
O Carioca é um desses lugares cheios de clientes assíduos: toda sexta-feira e domingo o lugar enche de franceses e brasileiros que vão para apreciar a comida boa e simples (que vai de salgadinhos à feijoada), além do clima descontraído e da excelente música ao vivo, que sempre anima o pessoal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Restaurante e bar brasileiro ($)</em></p>
<p>O Carioca é um desses lugares cheios de clientes assíduos: toda sexta-feira e domingo o lugar enche de franceses e brasileiros que vão para apreciar a comida boa e simples (que vai de salgadinhos à feijoada), além do clima descontraído e da excelente música ao vivo, que sempre anima o pessoal até a madrugada.</p>
<p><strong>124, rue de Turenne - 3˚ arrondissement<br />
Telefone : 01.42.71.37.62</strong> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Hippopotamus</title>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 14:38:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Guia Prático]]></category>

		<category><![CDATA[Onde Comer]]></category>

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		<category><![CDATA[carne]]></category>

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		<description><![CDATA[Rede de restaurantes e churrascaria ($$)

Essa rede atípica combina atrativos de dois universos diferentes da restauração: por um lado, o ambiente, as mesas e o rigor do atendimento nos fazem sentir num grande restaurante, enquanto o menu propõe pratos rápidos e simples que o aproximam do fast food. Uma solução ideal para brasileiros sedentos por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Rede de restaurantes e churrascaria ($$)</em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-269" title="Hippopotamus" src="http://www.parisnalinha.com/wp-content/uploads/2008/10/logo_hippo.png" alt="" width="400" height="119" /></p>
<p>Essa rede atípica combina atrativos de dois universos diferentes da restauração: por um lado, o ambiente, as mesas e o rigor do atendimento nos fazem sentir num grande restaurante, enquanto o menu propõe pratos rápidos e simples que o aproximam do fast food. Uma solução ideal para brasileiros sedentos por uma boa picanha, o que não é tão fácil assim de se encontrar em Paris!</p>
<p><strong>1, Boulevard Beaumarchais - 4˚ arrondissement<br />
Telefone: 01 44 61 90 40</strong></p>
<p>(A Hippopotamus conta com muitos outros endereços em Paris. Descubra-os em <a href="www.hippopotamus.fr">www.hippopotamus.fr</a>)</p>
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	<georss:point>48.853824 2.368837</georss:point>	</item>
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		<title>Léon de Bruxelles</title>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 14:25:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Guia Prático]]></category>

		<category><![CDATA[Onde Comer]]></category>

		<category><![CDATA[mariscos]]></category>

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		<description><![CDATA[Restaurante de frutos do mar ($$)
Este restaurantes tem, logo de cara, o mérito de tornar mais acessíveis os pratos envolvendo frutos do mar: cheios de promoções e menus diferentes, é possível experimentar os mariscos (especialidade da casa) por preços muito razoáveis. Para os acompanhantes que não foram grandes fãs desse tipo de comida, o cardápio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Restaurante de frutos do mar ($$)</em></p>
<p>Este restaurantes tem, logo de cara, o mérito de tornar mais acessíveis os pratos envolvendo frutos do mar: cheios de promoções e menus diferentes, é possível experimentar os mariscos (especialidade da casa) por preços muito razoáveis. Para os acompanhantes que não foram grandes fãs desse tipo de comida, o cardápio guarda sempre algumas opções em filés de peixe e frango.</p>
<p><strong>120 rue Rambuteau - 1˚arrondissement<br />
Telefone: 01 42 36 18 50</strong></p>
<p>(O <em>Léon de Bruxelles </em>conta com mais sete filiais em Paris. Para conferir a lista com todos os endereços, acesse <a href="www.leon-de-bruxelles.fr">www.leon-de-bruxelles.fr</a>)</p>
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		<title>Sud-Ouest et Cie.</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 15:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Guia Prático]]></category>

		<category><![CDATA[Onde Comer]]></category>

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		<description><![CDATA[Comida típica do sudoeste da frança ($$$)
Para quem procurar um jantar refinado, o Sud-Ouest, em Montparnasse, propõe um ambiente romântico e grande variedade de pratos. O preço pode ser meio salgado, mas é o tipo de extravagância que vale a pena fazer de vez em quando.
39, Boulevard du Montparnasse - 6˚ arrondissement
Telefone: 01 42 84 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comida típica do sudoeste da frança ($$$)</em></p>
<p>Para quem procurar um jantar refinado, o Sud-Ouest, em Montparnasse, propõe um ambiente romântico e grande variedade de pratos. O preço pode ser meio salgado, mas é o tipo de extravagância que vale a pena fazer de vez em quando.</p>
<p><strong>39, Boulevard du Montparnasse - 6˚ arrondissement<br />
Telefone: 01 42 84 35 35 </strong></p>
<p><a href="http://www.sudouestetcie.fr/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/www.sudouestetcie.fr');">http://www.sudouestetcie.fr/</a></p>
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		<title>Le Dogon</title>
		<link>http://www.parisnalinha.com/le-dogon/127/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 13:38:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Guia Prático]]></category>

		<category><![CDATA[Onde Comer]]></category>

		<category><![CDATA[comida africana]]></category>

		<category><![CDATA[Le Dogon]]></category>

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		<description><![CDATA[30, rue René Boulanger, 10˚ arrondissement
Telefone: 01 42 41 95 85
	Restaurante de comida típica africana, o Dogon apresenta os principais pratos de Mali e Senegal. O atendimento é muito simpático e, com sorte, dá pra presenciar alguns músicos que se sentam e tocam em toda informalidade a música típica dos países africanos. Para quem gosta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>30, rue René Boulanger, 10˚ arrondissement<br />
Telefone: 01 42 41 95 85</strong></p>
<p>	Restaurante de comida típica africana, o Dogon apresenta os principais pratos de Mali e Senegal. O atendimento é muito simpático e, com sorte, dá pra presenciar alguns músicos que se sentam e tocam em toda informalidade a música típica dos países africanos. Para quem gosta de variedades com frango e peixe, é um prato cheio.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Berthillon</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 13:26:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Guia Prático]]></category>

		<category><![CDATA[Onde Comer]]></category>

		<category><![CDATA[Berthillon]]></category>

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		<description><![CDATA[29-31 rue Saint Louis en l’île, 4˚arrondissement
Telefone: 01 43 54 31 61 
	Conhecido popularmente como “a melhor sorveteria de Paris”, o Berthillon supreende pela simplicidade. Uma fila sempre quilométrica se situa na frente da pequena barraquinha de sorvetes caseiros com os mais diversos sabores. Pode não ser muito barato, mas é uma experiência que, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>29-31 rue Saint Louis en l’île, 4˚arrondissement<br />
Telefone: 01 43 54 31 61 </strong></p>
<p>	Conhecido popularmente como “a melhor sorveteria de Paris”, o Berthillon supreende pela simplicidade. Uma fila sempre quilométrica se situa na frente da pequena barraquinha de sorvetes caseiros com os mais diversos sabores. Pode não ser muito barato, mas é uma experiência que, com certeza, vale muito a pena. </p>
<div class="captionleft"><img src="http://www.parisnalinha.com/wp-content/uploads/2008/04/berthillon_nb.jpg" alt="Berthillon" title="Berthillon" /></p>
<p>Berthillon - <em>foto de <a href="http://www.souvenirs-paris.fr/photographs/index.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/www.souvenirs-paris.fr');">Souvenirs de Paris</a></em></p>
</div>
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		<title>Le Barracão</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 14:56:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[comida brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[108, Rue Oberkampf, 11˚ arrondissement
Telefone:  01 43 55 66 06
Esse restaurante brasileiro capricha no ambiente: pôsteres de cervejas brasileiras, música que varia em torno do samba e atendimento por brasileiros sempre atenciosos. A especialidade é a comida baiana (moquecas, bobós&#8230;).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>108, Rue Oberkampf, 11˚ arrondissement<br />
Telefone:  01 43 55 66 06</strong></p>
<p>Esse restaurante brasileiro capricha no ambiente: pôsteres de cervejas brasileiras, música que varia em torno do samba e atendimento por brasileiros sempre atenciosos. A especialidade é a comida baiana (moquecas, bobós&#8230;).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Le Petit Bleu - O Nazista do Couscous</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 23:20:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloi</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Onde Comer]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de mais nada, duas rápidas considerações:
1- não, eu não errei a forma escrita do prato em questão. Aqui, couscous é assim mesmo, com dois “ous-ous”.
2 - tão diferente do nosso cuscuz em termos de gramática, o couscous marroquino não tem nada a ver com aquela torta de farinha de milho. Trata-se de uma refeição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de mais nada, duas rápidas considerações:<br />
1- não, eu não errei a forma escrita do prato em questão. Aqui, couscous é assim mesmo, com dois “ous-ous”.<br />
2 - tão diferente do nosso cuscuz em termos de gramática, o couscous marroquino não tem nada a ver com aquela torta de farinha de milho. Trata-se de uma refeição completa, com semoule - uma farinha, mas em grãos -, muito legume cozido e muita carne, variando entre carneiro, porco e frango.</p>
<p>Dito isso, passo à proposta do texto, que remete ao saudoso seriado norte-americano Seinfeld. Em um de seus melhores episódios, os protagonistas encontram um restaurante tosco que vende a sopa mais deliciosa de toda Nova York. O problema é que o vendedor é um carrasco e exige respeito e regras durante a compra.</p>
<p>Assim, após enfrentar longa fila, é preciso ser rápido, praticamente jogar o dinheiro no balcão, falar sem gaguejos o sabor da sopa e passar rapidamente ao lado, sem mais perguntas. E aquele que ousa pedir pão recebe como resposta: “No soup for you!!!“, e o dinheiro de volta, sem dó.</p>
<p>Depois de enormes explicações, o fato é que encontrei o Soup Nazi francês. Descobri a pocilga que ele dirige, o Le Petit Bleu, em 2006, com meu primo Coaty. Fiquei encantado: quanta comida, quanto legume, quanta carne! Era um prato de caminhoneiro de luxo.</p>
<p>Em 2007 voltei aqui para morar e logo no primeiro dia com a minha namorada, a Manue, passeando em Montmartre, lembrei daquela biboca e a convidei para comer. Sucesso! Ela comeu metade, mas adorou e ainda me achou super “cool” por conhecer a vida alternativa de Paris (mal sabia ela). E viramos cliente assíduos.</p>
<p>Com o passar do tempo, porém, começamos a perceber que o dono/garçom não era dos mais simpáticos. E a revelação veio num belo dia em que tivemos a idéia de pedir apenas um prato para dois, já que a Manue insistia em nunca terminar. Ao ouvir tal ousadia, o moço deu as primeiras mostras da alcunha que lhe viria a ser dada mais tarde.</p>
<p>Olhou feio, reclamou, disse que o prato já era barato e que não aceitaria. Insistimos também e falamos que pediríamos uma garrafa de vinho inteira, o que fez ele ceder e o que, depois, percebemos ter sido besteira em termos de preço. Ainda magoado, o nazista não se deu por vencido e nos trouxe um prato mixuruca, bem inferior ao normal. E no final ainda teve a cara de pau de perguntar se estava bom.</p>
<p>Ficamos bem p… e começamos a colocar em dúvida nossa volta. Mas não resistimos. Voltamos, duas, três vezes e recomendamos e levamos amigos, os pais da Manue também provaram, até que veio o dia em que a história mudou de vez. Na segunda passagem de uma amiga por aqui, ela mesmo sugeriu de retornar lá. E até reservamos, porque era verão e a biboca tem 6 mesas e está sempre lotada.</p>
<p>Chegamos no horário marcado e nada de mesa. Nós éramos três e ele nos ofereceu uma do lado da geladeira de vinhos, com dois lugares. Disse não e fomos convidados gentilmente a esperar. Havia mesas fora e sugerimos então sentar lá mesmo, o que ele não gostou nada. Se passasse a fiscalização, era multa na certa.</p>
<p>Ficamos bem uma hora até que ele, contrariado, aceitou a idéia. Pedimos e previmos novamente a tal “vingança”, mas vitória! Desta vez tudo certo, a delícia de sempre. O problema veio logo depois: mal terminávamos de raspar o prato (no meu caso, porque claro que a Manue deixou metade) e o nazista se aproximou com a conta e ficou resmungando do nosso lado. E como na época meu francês já estava afiado, entendi bem que ele falava da gente e chegou até pedir, nunca olhando no nosso olho, como todo nazista faz, que saíssemos rápido, porque ele estava correndo riscos de tomar multa.</p>
<p>Pagamos, disse um obrigado irônico e saímos pedindo desculpas à amiga. Foi a gota d’água. Decidimos nunca mais voltar e até achamos um ótimo japonês, não tão caro, que substituiu à altura. E passados cinco meses de jejum de comida marroquina, estávamos lá de novo, bem dizer à contra-gosto, após a estúpida idéia de mostrar a uns amigos um couscous maravilhoso e barato perto de casa.</p>
<p>Comemos e nos esbaldamos. Que saudade! Quase pedi desculpas ao nazista pela longa ausência. O Cabeção, meu amigo, passou mal por comer tão rápido e, mesmo tendo sido obrigado a visitar o banheiro da espelunca, coisa que eu nunca fiz, saiu rasgando elogios e falando que a passagem por Paris já estava ganha. E a gente nem tinha ido à Torre ainda.</p>
]]></content:encoded>
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