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Salvar o cinema francês

O rico e tradicional cinema francês está em crise. Pelo menos é o que dizem 13 profissionais do cinema conhecidos como “Grupo dos 13”, composto por diretores, roteiristas e distribuidores franceses e liderado pela cineasta Pascale Ferran (autora, entre outros, de Lady Chatterley).

Pascale Ferran no “Cinéma le Panthéon” em Paris - Photo Sébastien Calvet

A constatação vem das estatísticas alarmantes: a França sempre foi um dos únicos países a ter mais de 50% de bilheteria nacional, mas em 2006 esse número caiu sensivelmente, para 45%, confirmando a invasão dos filmes americanos e a diminuição de produções francesas. Em 2007, cifra ainda pior: somente 35% de bilheteria.

Para frear essa queda vertiginosa, o grupo dos 13 escreveu um relatório de mais de 200 páginas em tentativa de compreender os “culpados” e recolocar o cinema francês nos trilhos. Os principais fatores mencionados dizem respeito ao desprezo dos canais de televisão pelos filmes franceses, a fraca distribuição pelas grandes empresas como Pathé e UGC, além de problemas de exportação dos títulos.

Segundo os autores do texto, o financiamento estatal também teria mudado sensivelmente, de modo que a verba seria destinada em proporções cada vez maiores aos blockbusters franceses como Asterix nos Jogos Olímpicos (2008), segunda produção mais cara da história do país, tendo custado 78 milhões de euros além dos 20 milhões para a distribuição.

O relatório foi entregue à ministra da Cultura, Christine Albanel, que prometeu uma reunião com os autores para discutir possíveis soluções.

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